NUNCA ABANDONE SEU ANIMAL IDOSO

O tempo passa para todos e, mais cedo ainda, para os animais de estimação. A maioria das pessoas calcula a idade real do cachorro multiplicando um ano humano por sete caninos. Na prática, cada raça tem etapas de vida (infância, juventude e adulta) e a velhice chega por volta dos 8 anos. Já os gatos vivem, em média, 25 anos se não tiverem acesso à rua, onde há risco de atropelamento, envenenamento e demais fatalidades.

“O cálculo básico da idade do cão é que, a cada um ano animal equivale a sete do homem. Porém, isso varia conforme o tamanho. Enquanto um pequeno com três anos de idade equivale a 20 anos humanos, no cão grande pode chegar a 26 anos. No gato é um pouco diferente: um ano felino equivale a 15 anos humanos, dois a 24, três a 28 anos e por aí vai”, explica o veterinário Rafael Justa de Oliveira.

As doenças na terceira idade variam de acordo com raça, tamanho e cuidado que o tutor teve durante toda a vida. Problemas oculares, como a catarata, ósseos e articulares, são mais comuns. É preciso levar isso em consideração antes de comprar ou adotar um animal. Cães idosos, assim como os humanos, necessitam de atenção e cuidado maior.

Com a imunidade baixa, os animais idosos ficam suscetíveis às doenças e os órgãos vão se debilitando. É preciso atenção especial aos rins, coração e pulmão. Deve-se fazer check-up de seis em seis meses, sem esquecer as vacinas anuais.

Alguns podem apresentar disfunções cognitivas e ter dificuldades de fazer as necessidades no lugar certo; eles não devem ser punidos por isso.

Artrites/artroses tornam atos simples, como estar deitado e levantar, motivos de grande dor. A obesidade é um fator comum, porque o metabolismo desacelera. A quantidade de comida deve ser reajustada e adaptada com indicação veterinária, com mais fibras e vitaminas.

Cegueira pode ocorrer por algum fator externo, como a catarata, com solução se diagnosticada cedo. Já a surdez, mesmo que leve, é inevitável. Os dentes também precisam de cuidado, mas o hábito da escovação deve começar antes da velhice.

Ambientes quentinhos e superfícies macias ajudam no bem-estar do animal. Mas é importante incentivá-lo a fazer atividades, como caminhadas leves.

A SOFI conta com a ajuda de vocês para mudar a nossa realidade. Não abandone seu animal de estimação, seja por doença ou por velhice. Quando ele mais precisa de você é exatamente nesses momentos. O amor e a dedicação que você der, serão sentimentos que te fazem uma pessoa melhor e mais humana.

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Filomeno Teixeira

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